28/05/2009

Parecia um dia normal...

Quando amanheceu o dia e vi aquele sol raiando (não raiando de verdade, até porque o tempo tava nublado, mas) eu achei que seria mais um dia normal. Acordei e depois de uns 40 minutos me levantei. Fui até o banheiro e lavei rosto, escovei os dentes, usei um fio dental (no dente, nem inventem piadinhas, pois eu ficaria mesmo péssimo de fio dental) e fiz um bochecho com enxaguante bucal. Cara, aquilo dói na boca. Tá escrito lá no vidro que tem que ficar um minuto fazendo bochecho, mas eu agüento no máximo uns 15 segundos. Penteei o cabelo... Mentira, tô zoando, pois não tenho o que pentear (careca mode:on).

Havia chovido na noite anterior, o que obviamente deixava a rua em frente a minha casa em uma forma muito próxima a de areia movediça. Um lamaçal que parece vindo daqueles filmes do Rambo, naquela cena em que ele sai de dentro de um rio ou sei lá o que, com a cara toda sujona e só aparecem os olhos. Acho que é o filme do Rambo, mas talvez eu esteja enganado, mas tenho certeza que já vi o Stallone numa cena dessas. Eu coloquei a mesma calça que tinha usado no dia anterior (e no anterior e no anterior e no anterior e...) para não correr o risco de sujar outra, já que com o tempo chuvoso, arriscava de eu ter que ir de bermudão trabalhar no frio que estava fazendo.

Dei a partida na moto, que por algum milagre indecifrável do destino, funcionou na primeira. Uhuuu! Deixei-a esquentar um pouco, pois quando o tempo está frio (ou nublado, ou chuvoso, ou normal) a minha moto fica parecendo um carro a álcool, tem que esquentar antes de sair. Abri o portão e notei que estava um pequeno sereno lá fora, o que fazia com que o barro na rua se mantivesse intacto em sua cara de pantanal. Montei na moto e fui saindo achando que estava faltando alguma coisa. O que seria? Conferi as chaves, carteira, celular, calças... Tudo ok! Passei a mão no cabelo e... Cabelo? Ops, esqueci o capacete. Eu já estava no meio da quadra e se eu tentasse virar a moto sem colocar o pé no chão, poderia escorregar e levar um tombaço. Se eu colocasse o pé no chão, me arriscaria a ficar com barro até os joelhos.

Optei pela segunda e consegui chegar em casa com barro apenas até a canela. Peguei meu capacete, dei partida na moto que já havia afogado de novo. E saí para o trabalho. Ao chegar no trabalho, vitorioso e ouvindo em minha mente aquela musiquinha de quando o Airton Senna ganhava uma corrida (apesar de não ter ninguém disputando comigo), eu parei a moto. Desliguei. Desci. Subi as escadas e cheguei na rádio já percebendo que o chefe ainda estava no espírito da Páscoa e distribuía “ovo” em todo mundo. Consegui passar despercebido por ele. Cheguei ao estúdio e comecei o meu trabalho. Fiquei até o final do meu expediente de apenas 3 horas (faleçam de inveja) e fui pra minha casa. E pensar que quando acordei achei que seria um dia normal como outro qualquer. E foi mesmo! Incrível, não?

PS: e para animar o seu dia, essa música arrasa-quarteirão. Essa música já está no meu celular e pra você que de repente está com depressão, ou alguma coisa assim, aí está uma ótima opção pra você... Se matar de vez! Digo, curta este hit:


4 .000 leitores doloridos:

Dragus disse...

Incrível mesmo. o.o'

De fazer inveja a muita gente...

Leandro disse...

mas é carro a alcool dos bem antigos, né?

Fez até lembrar de um chevette 84 a alcool que o meu pai teve :-D

Anonymous disse...

seu blog tá dando erro.....
a música é de cortar os pulsos.... hahahahaha
obrigada pela visitinha...
vivi
www.asvezessoubela.blogspot.com

Thiago Apenas disse...

"Fiquei até o final do meu expediente de apenas 3 horas"
Juro que vou ser radialista na proxima vida...

"essa música arrasa-quarteirão"
arrasa-quarteirão??? depois fala de mim só porque usei "boga" no meu post!hauahuahuhaha