24/03/2009

Uma conversa corriqueira...

-Olá, tudo bem?
-Não como você, mas vou tentando.
-Já vem você com suas brincadeiras.
-Desculpe. Têm horas que acabo gozando logo de cara.
-Hahahahahahahaha.
-Mas é que você é uma pessoa que eu já conheço por dentro e por fora, então fica mais fácil, pois sei que você mete a boca se eu ficar muito abusado e gozar muito na sua cara.
-Hahahahahahahaha. Pára.
-Já? Mas por enquanto foram só as preliminares. Espera até eu meter o pau mesmo.
-Hahahahahahaa. É difícil falar sério com você.
-Eu sei. Mas sempre fui assim, gozador.
-Eu sei. Por isso gosto de você.
-Hum. Pensei que fosse pelo volume na minha calça.
-Hã?
-É, minha carteira, você sempre me faz pagar alguma coisa pra você. E nunca paga uma pra mim.
-Hahahahahaha. Se eu não soubesse que está brincando me sentiria ofendida.
-É, mas você que no fundo eu nunca te magoei. Pois sei que você tem peito pra me mostrar...
-O que?
-Quando estou passando dos limites.
-Rs. Já pensou se namorássemos? A gente ia rir muito a toda hora.
-Com certeza você iria rir muito mais que eu, pois você sabe que no fundo eu sou tímido. Mas sempre gozo na sua frente.
-Hahahahahaha. Você não cansa?
-Canso. Da terceira em diante eu só continuo pra não deixar você na mão.
-Hahahahahahaha.
-Se você chega aqui pra conversar tristinha comigo, eu sempre posso lhe abrir um sorriso. Pena que ainda não recebi, hoje só tenho um pau aqui.
-Mil reais?
-Não. 1 real. Talvez você ainda não tenha olhado diretamente para minha calça, mas tô duro. Se tivesse mil reais, eu com certeza te levava pra comer em algum lugar.
-Hahahahahahahahaha. Como você consegue pensar em tanta besteira assim tão rápido?
-Não sei. Acho que são coisas que vão saindo da minha cabecinha. Gozado isso, né?
-Hahahahahahahahaha. Você não pára, porra.
-Acho que é mais ou menos isso mesmo.
-Hahahahahahahaha. Entendi.
-Cê quer ver minha camisinha nova? É tamanho GG.
-Eita. Sério?
-É, cê não reparou na minha barriga? Uma menor não serve.
-Hahahahahahaha. Já tinha até me interessado hein.
-Não sabia que você gostava de roupas de homem.
-Hahahahahahaha. Mané.
-Vamos lá em casa. Vou te dar algo pra pôr na boca. Tem uns 20 cm, sai um creminho branco, uma forma roliça e algumas mulheres que foram lá em casa já chuparam.
-Ow...
-É uma pasta de dentes, sabor morango.
-Aaaaaaahhh... Hahahahahahaha.
-Bem, estou indo. Quer ir também?
-Pra quê?
-Sei lá. Suar um pouco, gemer, ficar muito cansada, é algo muito bom e saudável, faz bem pro corpo, e na hora que termina você se sente mais leve.
-Uau! Que proposta indecente!
-Que que tem de indecente em malhar um pouco na academia do lado de casa?

20/03/2009

Lata d'água na cabeça, lá vai...

Nunca fui de tratar de assuntos polêmicos aqui na Coluna, mas preciso desaguar isso que está parado no encanamento de minha garganta. Sempre fui contra a viadagem taxa básica da água tratada pela empresa de saneamento, pois a gente paga uma taxa relativamente alta por uma quantidade água que não utilizamos. Aí ainda vêm pedir pra gente economizar água. Pra quê? Para termos água no futuro? Ok, mas porque não podemos economizar ao mesmo tempo água e dinheiro? Nunca gastei a quantidade de água roubada cobrada na taxa.

Aí eles dizem que se parassem de cobrar a taxa teriam prejuízos imensos. Teriam prejuízos por cobrar apenas o que gastamos? Então é realmente um roubo na cara. Um assalto a mão lavada no caso. Sei que escrever isso aqui não vai adiantar fezes nenhuma, mas pelo menos posso desabafar. Pior é que além dessa taxa absurda, o trabalho não é tão bem feito assim. Há poucos dias ficamos praticamente 4 dias sem água para banho ou para outras necessidades básicas (ou alguém aí não sabe que a descarga do banheiro também precisa de água pra funcionar?).

Acha que veio desconto na conta? Não. A conta veio certinho no valor de sempre. Bonitinha, verdinha, digitada com uma máquininha que o medidor traz a tira-colo e com a data de vencimento habitual. Olhei pra ela e pensei em xingá-la, demonstrar todo meu descontentamento, explicá-la que fiquei alguns dias sem água e que o tratamento da água nem é tão bom assim, já que 87% da população daqui compra água mineral naquelas garrafonas que a gente troca como gás, o que significa que a gente não tem coragem de beber a água que sai da torneira, e se a gente não tem coragem... Boa coisa não é.

Eu mesmo já estou juntando uma graninha para comprar um filtro (que na verdade não é um filtro, é só uma base, pois a água mineral não precisa ser filtrada, mas é isso, entendeu, né?) para ter água bebível (é potável e blá blá blá) aqui em casa. Compro garrafas de 6 litros, mas com esta "base" poderei comprar os garrafões de 20 litros. Tem caixa d'água aqui em casa (que foi minha sorte nos dias de falta de água para banho), mas é muito pequena, só tem 250 litros.

Uma coisa interessante aconteceu nesses dias em que faltou água por motivo de sujeira ou algo assim lá no rio que abastece a cidade. A água acabou na sexta, e voltou um pouquinho só no sábado, domingo ficou o dia inteiro e eu já estava começando a me acostumar àquela falta e desfalta de água, quando na segunda-feira de tarde, resolvemos abrir a torneira da pia da cozinha pra ver se a água já tinha voltado. Ouvi o cara da empresa de saneamento falando na 98 FM que a água tinha voltado na madrugada de segunda, então já era pra ter na torneira naquela hora. Mas nada de água. Fiquei fruto da cara e já estava pensando em comprar uma garrafa de água mineral só pra tomar um banho, mas não ia dar certo, pois meus banhos são muito demorados e a água mineral ia sair ainda mais caro pra eu tomar banho com ela, apesar de pelo menos eu saber que estaria pagando só o que consumisse.

Minha senhora disse pra que eu desse uma olhada na torneira direta da rua, onde a mangueira está engatada e tals. Fui lá. Estava normal! Saía água como deveria sair. Testei as outras torneira de água que vinham da caixa de água e também estavam normais. A caixa já tinha enchido, então como aquela torneira da pia (que é a única dentro de casa que vem direto da rua) não estava jorrando água? Resumindo tudo, foi só trocar a torneira.

Mas, sobre meus banhos demorados. Eu sempre tomei banhos demorados, deixo a torneira da pia de lavar rosto aberta enquanto escovo os dentes, usamos para lavar roupas, pra lavar louça a torneira fica ligada até que todas estejam enxaguadas e ainda assim não passa da taxa. Então, como vou economizar água, se mesmo gastando e desperdiçando da maneira mais errada e imbecil possível eu não consigo alcançar a quantidade de água que eu pago na taxa?

Uma vez um diretor da empresa de saneamento la do Paraná falou sobre essa taxa e isso e aquilo, como sempre, falou muito e não disse nada que realmente comprovasse a necessidade dessa taxa dos infernos. Eu, realmente só conseguia pensar numa coisa enquanto ele se explicava todo... Taxa de água, "cê me mata de vergonha!"

19/03/2009

Sexta-feira 13 - Parte 187: Banco de dados vai pro Inferno!

Eu não sou e nunca voltarei a ser supersticioso, mas têm coisas que realmente me fazem pensar no dia do “azar”. Tudo na nossa cabeça vai mudando com o tempo (e não estou falando só de minha vasta calvície) e a gente vai se acostumando a novas tecnologias que facilitam nossa vida. Mas, muitas vezes para que tenhamos mais praticidade num trabalho que durará anos, temos que passar alguns dias trabalhando mais que o normal para atualizar tudo que já vínhamos fazendo. Semana passada, resolvemos dar uma atuliazada no nosso sistema de automação. Eu teria que recadastrar mais de 20 mil músicas para depois ter uma vida fácil no serviço, com bem menos trabalho diário. Mas então, eis que resolvo fazer tudo isso na semana que antecede a Sexta-Feira 13!!!

No início da semana eu comecei a trabalhar no recadastramento das músicas e outros materiais. Era uma serviço que duraria no mínimo uma semana. Quando me aproximava da sexta-feira, já começava a ver uma luz no fim do túnel. Pois das 20.000, faltavam pouco mais de mil pra eu terminar. Seria só alegria, só festa, só fuleragem... Seria! Essa luz no fim do túnel resolveu apagar. Sim, literalmente: APAGAR. Tivemos uma queda de energia quando já era quase 6 da tarde e o pior, se tivesse sido depois das 6, não teria dado o problema que deu. A queda de energia destruiu o banco de dados do programa. Todo o trabalho feito durante a semana estava mais perdido que cego em tiroteio.

A única solução era restaurar o sistema (termos técnicos que devem estar dificultando muito a leitura para os leigos, mas se serve de consolo, eu mal sei o que isso significa, mas foi o que o técnico do programa disse) para que o programa parasse de dar defeito. O defeito surgiu depois da queda de energia, mas a restauração teve que ser feita de uma de uma semana antes. Bem, fato é que o trabalho que foi feito durante a semana passada todinha foi pras cucuias. Tudo de novo que eu tinha criado, cadastrado, "rótulado se quiser voar" estava perdido. Apagou tudo. Uma semana de trabalho jogada fora.

Agora aprendemos que fazer “backup” é importante e que temos que colocar um “nobreak” no servidor do programa, mas agora o leite já derramou e fez a maior sujeira no fogão. A Sexta-Feira 13 nos pegou de jeito. Estou decidido, mesmo não tendo um pingo de superstição, a não trabalhar com nada que demore nas vésperas da próxima Sexta-Feira 13 (que será em Novembro). Aliás, nem trabalho que demore, nem trabalhos rápidos. Vou tentar uma folga na próxima Sexta-Feira 13. E como a maioria dos posts aqui na Coluna têm sido escritos às Sextas ou Quintas, é muito provável que não tenha Coluna no dia 13 de Novembro. Já fique preparado. Você irá ficar sem esta ótima leitura na Sexta-Feira 13... Eu que não me arrisco mais, apesar de não ser supersticioso.

12/03/2009

Sociedade dos Marqueteiros Mortos...

E formamos um grupo de 4 pessoas numa sala com 5 estudantes, para fazer um trabalho da facul. Quatro cabeças bagunçam mais as idéias que uma. Já nos reunimos umas 19 vezes pra responder um trabalho com 7 questões. Já conseguimos achar respostas diferentes para todas as perguntas, menos as respostas certas. Não é que não saibamos, mas é que estamos muito a frente daquele simples trabalho. Já queremos responder as questões dos trabalhos que irão existir daqui uns 15 anos. O problema é que acho que isso não vai valer nota neste trabalho.

Como estávamos com algumas dúvidas sobre as primeiras questões, resolvemos responder primeiro as que sabíamos... Até agora, nenhuma. Como eu já expliquei, estamos muito a frente de nosso tempo. Somos pessoas que sempre estiveram a frente de seu tempo, pois já escrevíamos "ideia" e "estreia" sem acento, antes desta reforma ortográfica atrasada. Já deixamos de utilizar o trema a muito tempo. Eu ouvi a primeira piadinha sobre a nova ortografia esses dias (a primeira piada criada nos anos 2000), para facilitar a regra: "Não trema em cima da linguiça!"

Eu comecei a fazer essa faculdade e achei que ia ser difícil conseguir tirar boas notas, mas agora já não tenho mais medo das dificuldades. Agora já estou bem mais seguro de minha ações... E com certeza é difícil mesmo. Quando cheguei no primeiro dia e vi que tinha tão pouca gente, logo de cara achei que não ia ser tão divertido quanto estar numa sala com vários alunos atrapalhando a aula, fazendo barulho e deixando tudo pra última hora. Mas isso é algo que acho que eu tiro de letra (aliás, já comecei o curso de Letras uma vez, mas não terminei), pois acho que se realmente me empolgasse conseguiria fazer aquela sala parecer que tem bem mais gente... Mas acho que ainda não empolguei.

Tivemos também essa semana a primeira prova. Cara, a prova estava muito difícil na primeira hora,mas depois consegui responder tudo facilmente (talvez por ter sido liberado consulta ao material didático, mas isso não vem ao caso). Estou me esforçando muito para levar essa facul adiante, vamos ver no que dá. Algumas questões financeiras já começam a não colaborar muito, mas vou ver o que decido nos próximos dias.

Acho que o fato eu estar envolvido com meios de comunicação foi o que me fez optar por este curso de Marketing, mas confesso descaradamente que o único interesse direto que tenho em terminar essa facul (e olhe que só fazem 2 meses que comecei) é pegar o diploma. Hoje em dia a gente não consegue melhorar na vida sem um canudo. Aliás, não conseguimos fazer quase nada sem um canudo (e nem tou falando do fato de eu ter comprado uma água com gás essa semana e ter tomado direto no bico, pela falta de um canudinho).

Eu achei que semana que vem era a última aula deste módulo, mas descobri ontem (quando nos reunimos para não fazer mais um pouco do trabalho que tem que entregar terça que vem) que, na verdade vamos iniciar o segundo módulo. Ou seja, já vamos começar uma nova matéria. Logo agora que eu estava começando a me apegar às matérias que estávamos estudando. Não digo que estava realmente me dando bem, mas estava começando a me afeiçoar.

Já conseguia passar a maior parte do tempo acordado, o que é uma grande vitória tendo em vista meu histórico em aula. Eu queria ter um tempinho a mais para me despedir, pra conferir se as matérias também não estavam se acostumando a mim. Se elas vão sentir minha falta. Tenho medo que elas não sobrevivam a essa separação e não sei se é bom interromper tão bruscamente algo que vinha sendo lapidado nas últimas semanas. Mas fazer o quê? A vida é assim. Amanhã essas matérias estarão com novos alunos e eu estarei com novas matérias. Nada mais justo, a vida segue seu curso normal. Que sejamos felizes.

PS: O título é uma referência ao filme "Sociedade dos Poetas Mortos", filmaço com Robin Williams. Na verdade, o primeiro título que me veio à cabeça foi "Clube dos quatro", em referência a um filminho legal chamado "Clube dos Cinco", que tem o Emilio Estevez no elenco e a música tema é com Simple Minds - Don't you (forget about me)
PS 2: Coluna do Lorida também é cultura.
PS 3: Essa frase da cultura é a frase mais "clichê" da história... Eu me mato de vergonha.

06/03/2009

Ahá, uhú, vou comer teu... Bolo!

Durante o mês de fevereiro inteiro ninguém fez festinha de aniversário aqui na rádio. Todos mês tem, todo aniversariante é obrigado a fazer. Mas nós resolvemos fazer de uma maneira diferente no mês de fevereiro (apesar do meu níver ser em março). Resolvemos fazer uma festa conjunta. Cinco aniversariantes e uma só festa. Boa idéia! Vamos gastar menos e podemos fazer uma festa maior. Ai, ai... Quanto engano. Primeiro que cada um acabou gastando a mesma quantia de ter feito uma festinha pequena e normal como sempre fazemos. Segundo que resolveram fazer uma janta. Vou dizer, entrei enganado.

Mas quando eu ouvi a palavra janta, eu já tinha imaginado que não ia ser boa coisa pra mim. Disseram que ia ter carne de porco, boi e frango. Eu pensei em simplesmente fazer como faço nesses jantares em que eu vou sabendo que não vou comer a comida do cozinheiro profissional que não sabe cozinhar sem cebola, e comer só carne e salada. Minha idéia deu errado. Só tinha carne de porco. Aí tinha lasanha com cebola (aliás, cebola com lasanha), arroz com cebola, maionese com cebola, cebola com cebola e cebola acebolada.

Eu não convidei ninguém, pois aqui nesta cidade, meus únicos convidados eram exatamente os que estavam lá, ou seja, a turma da rádio. Mas teve (uma pessoa) gente que convidou mais de 60% dos presentes. E pagou a divisão igual, ou seja, a divisão do valor total por 5... Fazer o quê, né?

De acordo com o cozinheiro, mesmo que 50% das pessoas na festa não comessem cebola, ele iria colocar, pois quem quer comida diferente pede pras mulheres fazerem em casa. Boa, campeão! Alguns chegaram pra mim e disseram: “Muito bom esse cozinheiro!” Não tenho como dizer, não experimentei nada, mas só o cheiro já estava me embrulhando o estômago. Não por ser ruim, mas por ter cebola (o que, para mim, já tornava muito ruim). E além do mais, dizem que a fome é o melhor tempero, e a janta demorou umas 3 horas pra ser servida, então...

Sorte que eu bebi bastante cerveja (com cuidado para não exagerar, claro) e curti estar com vários amigos. Mas uma verdade é que, os meus amigos estariam numa festinha simples com coxinha, pastel, refri e bolo aqui na rádio do mesmo jeito, pois como eu disse, aqui, eu só tenho colegas de trabalho por enquanto. Até tenho alguns conhecidos de fora da rádio, mas se fosse pra convidá-los, teria feito uma festa por minha conta (ou seja, uma festa pra 10 pessoas).

Aliás, não tinha bolo na festa. Só alguns amigos que deram “bolo” e não foram na festa. Eu nem sou muito chegado em bolo, mas quem discorda que festa de aniversário sem bolo, não é festa de aniversário? Mas tenho medo, pois como eu já encontrei cebola em bolo antes, num bolo feito pelo excepcional cozinheiro da festa, o bolo era capaz de ter molho de cebola adocicado.

Eu sei que essa minha rusga com cebola sempre vai me atrapalhar em jantares e almoços, mas em todos os jantares e almoços feitos para várias pessoas que eu fui, tinham vários tipos de carne. Simples. Eu não como nada além de carne, quer melhor que isso? Mas este almoço foi feito para vários convidados que comem cebola, e eu que me fodesse. Bom pra eu largar de querer economizar antes de saber se vou ou não economizar mesmo. Fora o custo-benefício, que pra mim foi muito pequeno. Teria sido maior com coxinhas, pastéis, bolo e refri.
Tinha algo legal na festa, cantores. A dupla Regy e Nando e o grupo Redomão, que provavelmente deixaram a festa mais cara (risos). O duro, é que o grupo tocou tão alto que não dava nem pra entender o que cantaram, e a dupla... Bem, a dupla quase nem cantou. Pois, num determinado momento alguém caiu na besteira de convidar um amigo lá para cantar uma (UMA) música. Aí já era. Festival de “cê me mata de vergonha” alheia (descobri esse esquema de vergonha alheia esses dias e queria colocar num texto). Aliás a dupla fez a homenagem do título para... Mim!

Músicas de corno a rodo (o que é muito legal quando a gente toma umas), só que não eram cantadas pelos cantores que foram animar a festa, e sim por um único cara que achou que era o dono do karaokê (não era um karaokê, mas ele achou que era). A festa, no caso musical, teria sido boa se só a dupla tivesse cantado, ou se a dupla tivesse cantado e daí um ou outro fosse lá mostrar seus talentos musicais. Mas com apenas um calouro reprovado e insistente, ficou meio phoda.

Minha senhora e minha filha também foram (sorte que o Conselho Tutelar não lê este blog, pois do jeito que trabalham “bem”, eu estaria ferrado) e se divertiram. Aliás, minha filha adora um lugar com bastante gente. Ela tem apenas 8 meses de idade, não fala nenhuma palavra que signifique realmente algo e ouve muitas outras palavras de adultos, as quais também não têm nenhum significado. Aqueles sons que emitimos quando estamos tentando manter algum contato com um bebê. Ela até engatinha, mas nós a deixávamos pertinho da gente o tempo todo. Acho que não consigo escrever coisas engraçadas sobre minha filha porque eu sempre escrevo coisas engraçadas falando mal de alguma coisa, e não consigo falar mal dela nem brincando. Mas eu aprendo.

Eu queria ser mais detalhista com as coisas desta festa, mas acho que a festa não serviu nem pra eu criar um post legal. Mas em todo caso, parabéns ao Maurício, Cláudia, Tico, Marcos e Gilgomex (heueuheuheue, claro) pelos seus respectivos aniversários. E que nos próximos anos, tenhamos aprendido a lição... Ou pelo menos, eu tenha.

04/03/2009

Carta aberta (e arreganhada)ao Insolentíssimo Sr. Fulano Detal, Coordenador da Rádio Blablabla FM (de algum lugar do mundo).

Caro Sr. Detal, por meio deste texto quero lhe demonstrar todo meu desprazer em conhecê-lo via MSN. Nosso primeiro contato realmente não foi muito amigável, e o segundo não aconteceu porque vossa senhoria me bloqueou. Ou seja, amigos radialistas que por “aventura” venham ler este post, não tentem manter uma linha de diálogo com este senhor, pois ele os bloqueará após dizer tudo que quer dizer.

Um amigo radialista me perguntou se eu fazia gravações de traduções musicais e quanto eu cobraria, pois o senhor Detal, estaria interessado. Falei por quanto poderia fazer e ele resolveu me pedir para adicionar o senhor Detal no MSN, creio que para discutir descontos ou algo assim. Ok, copiei e adicionei o contato do moço. Eu estava no ar no momento em que vi piscando a laranjinha do messenger. Terminei o que estava fazendo e fui ler o que o “cabra” tinha escrito. Era algo mais ou menos assim:
“Amigo, eu trabalho com rádio a 25 anos e não fico divulgando. Isto soou muito egocêntrico de sua parte. Humildade é bom e não faz mal a ninguém.” E em seguida já estava offline.

Para que você, meu leitor, saiba do que ele estava falando, reproduzo aqui (e na íntegra) o que está escrito no nick do meu MSN:
Gilgomex™ - "Todo mundo é ignorante, mas em assuntos diferentes!"
15 anos de rádio, Loucutor - De Segunda a Sexta na 98 FM, Disk 98, 17 horas...

Ok, ele não disse mais nada e creio que a negociação das traduções (e minha chance de um dia trabalhar para alguém tão humilde) tenha ido para as cucuias, mas quisifoda-si. Como eu já disse neste post, a gente às vezes finge que gosta de uma crítica, mas nem sempre é verdade. E neste caso nem vou fingir que não achei o senhor um grande babaca e ainda pior, um hipócrita de marca maior. Pois no seu perfil do Orkut (sim, eu sou phoda) está escrito isso:
“Fulano Detal, locutor, produtor comercial, dj e agente publicitário!
Gravação de off's para rádios e tv's. Entre em contato através do e-mail abaixo.
blábláblá@blablabla.com.br
OBS:
NÃO FAÇO TROCA DE VOZES, POIS VIVO DO RÁDIO A 24 ANOS.
SÓ ADD PROFISSIONAIS DE COMUNICAÇÃO, AMIGOS OU FAMILIARES, POR FAVOR NÃO INSISTA.
Até mais.”

Hum. Eu, apenas citar o horário do meu programa e dizer, por estar ainda nos dias de comemoração pessoal, que trabalho em rádio há 15 anos soa egocêntrico, mas o senhor dizer o que faz, há quanto tempo, divulgar seu negócio (no bom sentido) e ainda dar uma de estrela ao dizer que não adiciona qualquer Zé Ruela, é super humilde??? Faça “mil” favor.

Falta de humildade (e humildade de anus é pênis) seria eu deixar escrito ali no meu MSN que sou o maioral,que faço de tudo um pouco, e tudo muito bem. Ou citar todas áreas em que eu trabalho (sou locutor, produtor de áudio e de textos comerciais, escrevo coluna para um jornal, sou programador, faço teatro, já apresentei programa numa repetidora da Rede TV!, tenho ao dicção, sou bom em português e arranho bastante no inglês, não me intitulo DJ, pois sei apenas o básico desta profissão e não acredito que tocar umas musiquinhas num computador ou saber operar um CDJ seja realmente ser DJ) ou tentar vender meu peixe como o senhor faz no seu perfil do Orkut.

E agora, resolvo falar algo ofensivo para não ficar apenas nas explicações. Eu ouvi um pouco do seu material e, se eu fosse o senhor, realmente não me divulgaria. Ainda mais dizendo há quanto tempo está no rádio e ainda não melhorou. Já trabalhei com locutores nota 10, nota 9, e alguns nota 8 que se achavam nota 10. O senhor, está no mesmo nível destes notas 8 em “se achismo”, mas com certeza a sua nota está ali num 6 (recuperação). De fato, ser coordenador de uma rádio lhe dá algum patamar, e talvez por isso o senhor venha falar em humildade.


E aliás, qual o problema em me divulgar? Ou em você e divulgar? Ou em qualquer pessoa se divulgar? Por acaso a sua rádio não tem propagandas? Não deve ter, e se tem, não devem ser lá grandes coisas, já que você não gosta de divulgação. Provavelmente você deve chamar os donos de mercados, farmácias, lojas, construtoras e etc. de egocêntricos também. Em apenas duas ou três frases, você conseguiu ser hipócrita, babaca, mentiroso, ir contra sua própria profissão, ir contra o seu negócio de agente publicitário e até contra o seu negócio de DJ, ou será que você se apresenta como o DJ Fantasma Sem Nome? Amigo, você realmente errou de profissão (e não digo isso só pela sua qualidade ínfima) e com certeza ainda não sabe pra que serve a internet.

Existe um grupo na internet, chamado de EgoCego, que pretende trabalhar com “anonimato criativo”, ou seja, fazer textos, desenhos e até outras obras sem divulgar os autores. Finca o pau, veio, esse é seu nicho.

E antes de encerrar este texto “desabafista”, quero dizer que sou humilde sim, talvez se eu fosse menos, já estaria numa coordenação de alguma rádio. Talvez, se eu realmente quisesse me divulgar, eu faria propaganda de mim no rádio... Ops, isso eu faço, e creio que o senhor também. Desde quando citar o horário de meu programa no rádio e dizer que fiz 15 anos de rádio, no meu MSN pessoal, que praticamente só tem família, amigos (maioria radialista) e pessoas que não sabem o que dizer e ficam offline após regurgitar regras.

Fudidodacaramente, Gilgomex, locutor há 15 anos e 1 mês.