29/06/2009

Maldade nos olhos de quem lê...

-Olá, tudo bem?
-Não como você, mas vou tentando.
-Já vem você com suas brincadeiras.
-Desculpe. Têm horas que acabo gozando logo de cara.
-Hahahahahahahaha.
-Mas é que você é uma pessoa que eu já conheço por dentro e por fora, então fica mais fácil, pois sei que você mete a boca se eu ficar muito abusado e gozar muito na sua cara.
-Hahahahahahahaha. Pára.

-Já? Mas por enquanto foram só as preliminares. Espera até eu meter o pau mesmo.
-Hahahahahahaa. É difícil falar sério com você.
-Eu sei. Mas sempre fui assim, gozador.
-Eu sei. Por isso gosto de você.
-Hum. Pensei que fosse pelo volume na minha calça.
-Hã?
-É, minha carteira, você sempre me faz pagar alguma coisa pra você. E nunca paga uma pra mim.
-Hahahahahaha. Se eu não soubesse que está brincando me sentiria ofendida.
-É, mas você sabe que no fundo eu nunca te magoei. Pois sei que você tem peito pra me mostrar...
-O que?
-Quando estou passando dos limites.
-Rs. Já pensou se namorássemos? A gente ia rir muito a toda hora.
-Com certeza você iria rir muito mais que eu, pois você sabe que no fundo eu sou tímido. Mas sempre gozo na sua frente.
-Hahahahahaha. Você não cansa?
-Canso. Da terceira em diante eu só continuo pra não deixar você na mão.
-Hahahahahahaha.
-Se você chega aqui pra conversar tristinha comigo, eu sempre posso lhe abrir um sorriso. Pena que ainda não recebi, hoje só tenho um pau aqui.
-Mil reais?
-Não. 1 real. Talvez você ainda não tenha olhado diretamente para minha calça, mas tô duro. Se tivesse mil reais, eu com certeza te levava pra comer em algum lugar.
-Hahahahahahahahaha. Como você consegue pensar em tanta besteira assim tão rápido?
-Não sei. Acho que são coisas que vão saindo da minha cabecinha. Gozado isso, né?
-Hahahahahahahahaha. Você não pára, porra.
-Acho que é mais ou menos isso mesmo.
-Hahahahahahahaha. Entendi.
-Cê quer ver minha camisinha nova? É tamanho GG.
-Eita. Sério?
-É, cê não reparou na minha barriga? Uma menor não serve.
-Hahahahahahaha. Já tinha até me interessado hein.
-Não sabia que você gostava de roupas de homem.
-Hahahahahahaha. Mané.
-Vamos lá em casa. Vou te dar algo pra pôr na boca. Tem uns 20 cm, sai um creminho branco, uma forma roliça e algumas mulheres que foram lá em casa já chuparam.
-Ow...
-É uma pasta de dentes, sabor morango.
-Aaaaaaahhh... Hahahahahahaha.
-Bem, estou indo. Quer ir também?
-Pra quê?
-Sei lá. Suar um pouco, gemer, ficar muito cansada, é algo muito bom e saudável, faz bem pro corpo, e na hora que termina você se sente mais leve.
-Uau! Que proposta indecente!
-Que que tem de indecente em malhar um pouco na academia do lado de casa?

Texto originalmente publicado na Coluna do Lorida.

24/06/2009

Diário de Motocicleta... No chão.

Canoinhas-SC, Sábado, dia 20 de Junho de 2009, 08:23 da manhã. A temperatura estava entre 8 e 11º (graus do Celso). A sensação térmica era, com certeza de uns 3 graus, já que eu estava de moto. O sinal estava verde, mas como aqui nesta cidade o tempo entre fechar e abrir novamente o sinal é de uns 15 segundos, quando eu estava próximo da esquina o sinal fechou. Eu estava em mais ou menos uns 40km/h. Era só frear e parar na boa. Mas não foi isso que aconteceu. Eu e minha moto tivemos um encontro surpresa com o asfalto. Na hora que eu pisei no freio traseiro a moto resolveu escorregar na areia da construção do Queluz.

Caí mesmo! Na verdade a minha moto já vem pedindo uma revisão faz um tempinho, mas por falta de responsabilidade e até um pouco de dinheiro, fui deixando, deixando, deixando e agora o gasto vai ser um pouco maior. Tenho certeza que não será uma fortuna, mas foi-se um pisca e deu uma entortada na... No... Na... Sei lá, sei que entortou um pouco a motoca véia. Prejú! Além desse prejuízo, ainda rasgou minha blusa, minha calça e minha única luva de motoqueiro (par, no caso).

Eu estava a caminho da rádio, mas resolvi passar direto. Tava phoda, pois eu sabia que não tinha acontecido nada de grave, mas o meu queixo deu uma esburacada e apesar do corte não ser profundo e nem tão gigantesco, resolveu sangrar numa quantidade absurda. Melecou o capacete, a blusa, a moto, a calça e tudo mais que era possível melecar (e apesar do susto eu não me melequei de outra maneira). O pessoal que veio me acudir (sempre tem os samaritanos) ficaram loucos com aquela visão sanguinolenta. Um já veio correndo me ajudar a levantar a moto que eu já tinha levantado, outro já estava ligando para os bombeiros (minha moto não pegou fogo, pó!) e outro queria fazer respiração boca a boca (!?!)... Tá, essa do “boca a boca” foi só pra dar um tom mais leve à situação.

Eu, sinceramente não queria bombeiros e nem polícia na situação, pois aí sim eu estaria fudido. O imposto da moto tá atrasado e com certeza isso ia contar muito mais que meu estado de saúde para os policiais. Além disso, minha carteira está vencida, e apesar de eu já ter feito a renovação, ainda demoram uns 10 dias pra ela chegar na minha mão. Ou seja, eu ia ter que gastar muito mais do que gastei. Sei que quem me via com aquele sangue todo na roupa não acreditaria que era só meu queixo que se empolgou com o primeiro acidente que eu tive de moto e resolveu jorrar sangue como se eu realmente tivesse dado umas 14 capotadas e trombado com um caminhão de navalhas e voado por umas 2 quadras e... Bem, nem tanto, mas meu queixo sangrou uma quantidade suficiente para saciar algum dos personagens de True Blood e Crepúsculo.

Pior que não posso nem dizer que eles estavam exagerando, pois se eu tivesse me visto naquela situação também acharia que eu precisaria ser levado ao pronto-socorro (ou ao IML). Mas aí é que entra a questão do exagero que certas imagens fazem numa pessoa. Eu já sou feio, então eu machucado e com pessoas que não me conhecem ali me rodeando, só poderia parecer que eu tinha e esborrachado. Peguei a moto, funcionei a “mardita” e peguei o trecho até em casa. Cheguei em casa e tomei um banhão e pronto. Um cortinho no lábio inferior, um arranhãozinho no joelho e um furico no queixo. O máximo de gasto que tive foi uma caixinha de Band-Aid.

Sem mentira nenhuma, eu já me machuquei bem mais que isso levando tombo de bicicleta (uma porra duma Caloi 10 que adorava me derrubar). Falando na Caloi 10, um dia vou contar num post (talvez numa saga) os tombos que aquela bicicleta dos infernos já me deu. Mas agora vou me despedindo e dizendo que graças aos céus que o frio deu uma trégua. Continua frio, mas se estivesse igual estava até uns dias atrás eu com certeza não ia ter coragem de digitar esse fato...

23/06/2009

Os autores...

Não sei se você vai gostar, mas pra quem não leu, taí uma oportunidade de ler mais um texto do meu antigo blog, a "Coluna do Lorida".

Autor 1: Era uma tarde de sol, daquelas em que a gente não quer outra coisa, que não seja curtir praia, ver os amigos, conhecer gente nova e...
Autor 2: Espere um pouco.
Autor 1: O que foi?
Autor 2: Acho melhor mudar esse negócio de praia e tals.
Autor 1: Por quê?
Autor 2: Porque assim como você e eu, muitos leitores desse blog não tem acesso a praia nenhuma e podem se sentir meio depressivos.
Autor 1: Ok... Vamos mudar um pouquinho então. Era uma tarde de sol muito boa para ir com os amigos para um clube...
Autor 2: Pior ainda. Acha que todos os nossos leitores têm dinheiro para pagar clube?
Autor 1: Então sugira alguma coisa.
Autor 2: Um sítio, talvez.
Autor 1: Ok. Era uma tarde de sol muito boa para ir com os amigos para um sítio. Curtir um pouco a natureza. Nadar na lagoa de águas cristalinas e...
Autor 2: Águas cristalinas?
Autor 1: Sim.
Autor 2: Onde isso? Não nos sítios que nós fomos. Todo sítio que eu conheço tem aquelas lagoa com peixes e muito barro. Água marrom que só.
Autor 1: Mas se formos tão sinceros assim o texto vai ficar feio.
Autor 2: Hum... Tem razão. Continuemos com a água cristalina.
Autor 1: Nadar na lagoa de águas cristalinas e curtir aquele ar puro do sítio do tio Zé...
Autor 2: Será que não é melhor deixarmos o sítio como anônimo? Sem citar ninguém? Fica menos limitado. Nem todo mundo conhece seu tio.
Autor 1: Eu sei, mas sempre que coloco textos mais pessoais e cito nomes de pessoas ou até locais, o pessoal que lê o blog curte mais.
Autor 2: É verdade. Dá mais comentários, né? Então tá. Prossigamos com o sítio do tio Zé.
Autor 1: ...curtir aquele ar puro do sítio do tio Zé, onde eu passei muitos bons momentos de minha infância.
Autor 2: Foi mesmo?
Autor 1: Sim.
Autor 2: Legal.
Autor 1: Juntamos a rapaziada e seguimos para o pomar para pegar algumas mexiricas...
Autor 2: Sabia que aqui em algumas cidades de Santa Catarina o pessoal chama essa fruta de "mimosa"?
Autor 1: Sabia.
Autor 2: Ah tá. Desculpe. Continue.
Autor 1: ...e o pessoal voltava para a lagoa para pescar. Eu nunca gostei muito de pescaria. Mas passava o dia rindo junto com a moçada.
Autor 2: Não sei se vai pegar bem isso aí.
Autor 1: O que você diz?
Autor 2: Você dizer que não gosta de pescar.
Autor 1: Ué. Por quê?
Autor 2: Porque a maioria das pessoas gosta de pescar e assim fica mais fácil uma identificação com seu público leitor.
Autor 1: Certo. E você acha que alguém que goste de pescar vai ficar aqui lendo esse blog?
Autor 2: Talvez. Acho melhor você dizer que gosta. Atinge um público maior.
Autor 1: Não. Isso não. Não vou fingir que gosto de alguma coisa só pra atrair público.
Autor 2: Ok, ok. O blog é seu. Só tô tentando ajudar. Mas prossiga.
Autor 1: Eu e o Silvinei resolvemos ir dar uma olhada no cavalo do meu tio, mas...
Autor 2: Hehuehuehuehueheuheuheuheuheue....
Autor 1: Que?
Autor 2: Chamou seu tio de cavalo... Huheuheuheuheuheuheue.
Autor 1: Cê tá me zuando, né?
Autor 2: Sim.
Autor 1: Então tá beleza. Affff.
Autor 2: Cê me mata de vergonha.
Autor 1: Você tinha que dizer isso?
Autor 2: Claro! Quem sabe conseguimos fazer isso se tornar uma marca registrada do seu blog.
Autor 1: Hum. Boa idéia. Mas continuando: ...mas nem o Silvinei, nem eu, sabíamos andar a cavalo.
Autor 2: huehuehuehuehuehuehuee...
Autor 1: Vai se fuder! Você é o Rodrigo Pessoa então?
Autor 2: Não. Mas não contaria isso num blog. Que tosco!
Autor 1: Mas eu sempre escrevo, e sei que meus leitores gostam desse tipo de texto em que eu demonstro minhas fraquezas.
Autor 2: Fraquezas? Não gosta de pescar, não sabe nadar, não tem dinheiro pra ir em clube, não sabe andar à cavalo... Você é uma vergonha.
Autor 1: Não sei quem te chamou para ficar dando pitaco no meu texto.
Autor 2: Tá, tá. Vou tentar evitar. Siga, extressadinho.
Autor 1: Humpf! Olhar o cavalo nos fascinava...
Autor 2: Putz! Fascinava? Que gay!
Autor 1: Vai se fuder de novo! Tô querendo colocar um palavreado mais bonito.
Autor 2: Gay.
Autor 1: Cara, eu vou te dar tanta porrada se você não parar de me encher.
Autor 2: Ah tá. Quem vê pensa que você consegue me bat... Ai, viado.
Autor 1: E isso foi só um aviso. Cala a boca!
Autor 2: Tá, tá. Continua com essa merda aí.
Autor 1: Merda, mas você não tem um igual.
Autor 2: Claro que não! Credo! Pra quê eu ia querer escrever sobre minha vida pros outros ficarem lendo?
Autor 1: Então deixa eu escrever, já que você não tem competência.
Autor 2: Eu consigo escrever um blog melhor que esse com as mãos nas costas.
Autor 1: Duvido! Como você iria digitar com o teclado nas costas?
Autor 2: Eu... Eu... Cara, vai se ferrar! Cê entendeu o que eu quis dizer.
Autor 1: Entendi, mas você é muito bobo. Deixa eu continuar meu texto.
Autor 2: Vai, vai...
Autor 1: Olhar o cavalo nos fascinava. O Silvinei...
Autor 2: Esse Silvinei é seu namorado?
Autor 1: É meu primo, porra!
Autor 2: Ih... Primo não pode.
Autor 1: Cara, eu vou quebrar muito, muito, muito a sua cara se você não parar de atrapalhar meu texto.
Autor 2: Ui ui ui, ficou nervosinha. Daqui a pouco vai querer... Ai. Para de me bater, caralho!
Autor 1: Nem foi... Foi com a mão mesmo. Mas a próxima vai ser pra valer.
Autor 2: Com esses tapinhas de moça? Ai. Toma aqui...
Autor 1: Ai. Toma você... E corre mesmo porque agora a casa vai cair pro seu lado. Volta aqui!

16/06/2009

24 Horas na realidade dos anos 90...

Pa quem é fã da série ou praqueles iguais a mim que nunca tiveram paciência de assistir os 22 primeiros episódios, não importa... Assistam. É bom pra dar umas risadas.

04/06/2009

Penso no Sul... Aquele friiiiiiiiiio...

Dois cobertores, um acolchoado, um chocolate quente e toda a tranqüilidade necessária num dia frio como este... Seria bom, mas não tá nem perto do que está acontecendo. Escrevi este texto com os dedos congelando. Todos possíveis, inclusive todos os dos pés. Eu estava usando uma meia, mas desisti na hora em que parecia que ela estava mais gelada que meu pé. Luva não dá, pois escrever de luva é a pior fria (sacaram?). Estou digitando esta coluna como se estivesse iniciando minhas aulas de datilografia. Ou ainda, como dizem popularmente, “catando milho”. Tenho certeza que se eu continuar nesta velocidade, vou terminar de escrever esta coluna pra edição de setembro, quando já estará novamente quentinho.

Falar em datilografia parece muito antigo hoje em dia, mas eu só tenho uma coisa a dizer: “É antigo mesmo!” Sorte que aprendi a escrever num teclado de máquina de escrever, que era pesado e cada tecla exigia um esforço absurdo para chegar na folha (que para que as crianças entendam, era impressa automaticamente enquanto a gente escrevia). Meus dedos são como halterofilistas de teclado, pois quando treinaram tinham que se esforçar muito para levantar todo aquele peso dos “tipos” da máquina velha. Hoje em dia, digitando nesse tecladinho do PC, parece até que estou colocando meus dedos “pesos-pesados” contra teclas “pesos-pena”.

Claro que estou dizendo isso, mas num dia frio como hoje, eles na verdade parecem “pesos-pena”, mas com facas nas pontas. Cada letra digitada parece que dá pra sentir um corte e se continuar deste jeito, meus dedos vão terminar bem antes do texto. E pensar que um amigo meu que mora em Goiás disse que o povo lá da cidade dele está todo de blusa e com um frio danado e não aguentam de tanto frio com aqueles 18 graus de temperatura (!?!?). Confesso que nessa hora me deu vontade bloquear o cara no MSN. Dezoito graus e tão com frio? Quer dizer que se ele viesse passear pra cá ia morrer congelado antes de sair da rodoviária.

Não sei não, mas acho que pro povo de Goiás, Mato Grosso e outros estados lá pra cima, nós vivemos em iglus e temos pingüins de estimação. Que aqui nós congelamos a comida no telhado de casa. Que aqui todas as tatuagens são de “rena” (cara, acho que ninguém vai entender essa piada). Que Papai Noel vem pra cá quando está muito calor lá na terra dele. Realmente está na hora de começarmos a tomar quentão, comer pinhão, dançar de montão, tacar fogo na fogueira e mais um monte de coisa que diz naquela propaganda que falamos no programa de esportes da 98 FM. O teclado fica mais doído a cada segundo. Agora vou dormir, pois estou quase literalmente congelado.