Não digo que ano de 2009 foi tão ruim assim. Foi até bem tranquilo, mudanças (literalmente também) em minha vida, no meu modo pensar, de agir e até mesmo de escrever. Mas, sinceramente esse final de ano não está sendo fácil. Problemas pessoais, profissionais, sociais e eticeterais. E não tenho aquele otimismo de dizer que a festa é sua, minha e de quem quiser. Acho que 2010 tem toda a cara de ser um tipo de 2012 pra mim. Já imagino certas destruições que vou tentando evitar, mas que me parecem não estar assim tão firmes em suas estruturas.
30/12/2009
25/12/2009
Tema livre é tema livre...
Eu sempre odiava quando a professora entrava na sala e dizia que íamos "fazer uma redação com tema livre". Eu ainda tinha a pachorra de perguntar por que era tema livre?" Não existia resposta pra isso. Ela simplesmente dizia que "tema livre é tema livre, façam!" Eu acho que essa coisa de tema livre é o que me fez nunca ter um diário (além de ser coisa de menininha), pois eu não conseguiria escrever todos os dias sem ter um tema. Claro que um diário é sobre a minha própria vida e tals, mas a minha vida também é cheia de temas livres. Não namorava, não dançava, (obviamente) não bebia, não ia a grandes festas da sociedade, não... Bem, eu só estudava e brincava. Se fosse ter um diário ia escrever todo dia que brinquei e estudei. Seria um diário bastante objetivo e sem graça. Acho que por isso também todas tentativas de fazer esse blog diário foram pelo ralinho.
10/12/2009
O longo caminho para casa - O fim
Aquela galera (Justus mode:on) parecia querer curtir a noite inteira mesmo. E pensar que eu olhei no relógio e ainda nem eram duas da madruga. Era música alta, gritaria e risadas alcoolizadas ao extremo. Caso eu não estivesse com a intenção de dormir, provavelmente estaria entre eles e também me alcoolizando. Teria que ouvir aqueles funks ainda mais de perto, mas nada na vida é de graça mesmo. Estava chovendo, mas isso não atrapalhava a diversão daquele povo. Em determinado momento a chuva parou e eu queria novamente fazer xixi, o problema seria eu descer do caminhão e me esconder para desaguar. Resolvi criar coragem e me render à minha necessidade fisiológica (que aliás é uma necessidade que trabalha muito quando está chovendo). Desci do caminhão e fui para trás da carroceria. Me senti à vontade e comecei a curtir o momento, o problema é que um casal resolveu sair lá da multidão e ir prum lugar mais reservado. Que lugar mais reservado prum casal do que ao lado de um caminhão?
Quando o casal chegou eu estava no meio do trabalho e tive que interromper bruscamente (e sabem como isso é doloroso). Estava escuro, mas provavelmente tanto o casal quanto eu, ficou totalmente avermelhado. Nada do que estávamos fazendo era errado (a menina não parecia ser de menor), mas realmente não era o caso de ocorrer aquele encontro às escuras. Outro detalhe interessante era o fato de tanto o casal quanto eu, sermos pegos de calças nas mãos. Bem, depois de uns sorrisinhos sem graça e o casal indo procurar um outro "ninho de amor", eu tentei prosseguir com o que estava fazendo antes. Duro é que quando a gente pára dói e quando recomeçamos dói ainda mais.
Resolvi aproveitar que a chuva tinha parado e ficar ali fora mesmo com meu celular ligado o MP3 no máximo e tentando esperar passar as horas. Problema da minha insônia é que ela faz o tempo andar mais devagar. Cada minuto demorava uma meia hora. Tenho certeza que ouvi umas duzentas músicas e não eram nem duas e meia. Fui esperando o tempo passar (e acho que o tempo também estava me esperando passar e por isso a coisa não ía) até que chegou 4:30h da manhã. O Coelho acordou e disse: "Ow, acorda aí. Vamos seguir viagem?" Eu disse: "Uaaah, vamos!"
Seguimos em frente. Ainda estava escuro e tinha uma neblina violentíssima à nossa frente. Na realidade eu até pensei em fazer igual aqueles personagens dos desenhos da Corrida Maluca, saír do carro com uma motosserra e cortar a neblina pra chegarmos logo ao outro lado. Mas tinham dois problemas que me atrapalhariam bastante... Não éramos desenhos animados e eu também não tinha uma motosserra à mão. Fezes, fezes, fezes, mil vezes fezes!!!
Conseguimos sair daquela neblina durante um bom tempo, mas acho que ela saiu correndo e nos ultrapassou, pois alguns quilômetros a frente nós conseguimos entrar novamente naquela fumaça fria. O caminhão embaçou tanto que a gente estava se guiando apenas pelas faixas amarelas no chão. Infelizmente as faixas acabaram antes da neblina. Tivemos que ir ainda mais devagar (o que, em se tratando do Coelho, seria quase como voltar pra trás) e eu já tinha esperanças de passar o Natal aqui no Paraná. E olhe que estávamos no começo de Setembro.
O bom é que, como eu já havia dito em alguns momentos destes posts sobre a viagem, quando o caminhão está em movimento eu consigo dormir um pouco. Então parecia que cada piscada que eu dava nós estávamos mais perto da manhã clarinha. Acho que umas 5 piscadelas eu já tinha andado alguns quilômetros. Quando olhei no relógiovi que ele dizia que era à prova d'água vi que eram 8 horas. Chegamos num posto de gasolina pra tomar um café. Resolvi tomar um energético no lugar do café. Rapaz (e moças, e crianças, e senhoras e senhores), eu descobri que energético é bom de verdade!! Me fez ver o mundo de um modo diferente. Acho que vi o mundo igual o Papa-Léguas! O sono foi embora (e R$7,99 também).
Seguimos o restante da viagem com muita conversa... Dele. E eu até queria ter algum assunto, pois sabia que não iria dormir mais. O problema é que realmente eu não sabia sobre o que falar. Ele, caminhoneiro. Eu, radialista. Assuntos que não davam liga. Mas tudo bem, pois resolvemos partir pro assunto família. Ele falou das filhas dele e eu falei da minha. Ele disse que comprou uma moto à vista pra uma das filhas, eu disse que a minha (moto) ainda tinha prestações pra pagar atéo mundo acabar 2011. Conversando o tempo passou bem mais rápido (na medida do possível, em se tratando do Coelho) e nós chegamos ao destino. Pelo menos ao destino da mudança do Fabinho, pois a minha ainda ficava uma cidade à frente.
E como a primeira mudança era do Fabinho o que aconteceu? Tudo certo? Ele ainda não chegou mais deixou a chave com alguém? Sim! Ele deixou a chave com alguém. O probema é que o alguém com quem ele deixou a chave não estava no local combinado. Tivemos que esperar mais uma hora até ele chegar e encontrar o cara que estava com a chave dele pra podermos finalmente descer a mudança dele. Eu não movi um dedo, a não ser pra tirar minha antena parabólica que estava amarrada na carroceria do caminhão na parte traseira. Então ele desceu toda a mudança dele e nós seguimos viagem pra cá onde estou morando agora. (Seu Madruga mode:on) Não é aquela coisa que se diga que está bom, nossa que maravilha de bom, uuuh, nunca esteve tão bom (Seu Madruga mode:off), mas tá bom, tá bom, tá bom... Bom, bom não tá, mas tá bom, tá bom, tá bom.
Uma coisa boa que aconteceu desde que estou aqui é que eu aprendi a dirigir e minha mãe me deu um Corcel II (deu em regime de comodato, mas deu). Mas sobre isto eu comento num post lá no futuro. Obrigado a todos que me seguiram durante as 4 partes deste post. Pretendo não criar novas sagas, mas é que se eu tivesse escrito tudo que escrevi aqui num post só, muita gente não ia conseguir chegar nem na metade.
Quando o casal chegou eu estava no meio do trabalho e tive que interromper bruscamente (e sabem como isso é doloroso). Estava escuro, mas provavelmente tanto o casal quanto eu, ficou totalmente avermelhado. Nada do que estávamos fazendo era errado (a menina não parecia ser de menor), mas realmente não era o caso de ocorrer aquele encontro às escuras. Outro detalhe interessante era o fato de tanto o casal quanto eu, sermos pegos de calças nas mãos. Bem, depois de uns sorrisinhos sem graça e o casal indo procurar um outro "ninho de amor", eu tentei prosseguir com o que estava fazendo antes. Duro é que quando a gente pára dói e quando recomeçamos dói ainda mais.
Resolvi aproveitar que a chuva tinha parado e ficar ali fora mesmo com meu celular ligado o MP3 no máximo e tentando esperar passar as horas. Problema da minha insônia é que ela faz o tempo andar mais devagar. Cada minuto demorava uma meia hora. Tenho certeza que ouvi umas duzentas músicas e não eram nem duas e meia. Fui esperando o tempo passar (e acho que o tempo também estava me esperando passar e por isso a coisa não ía) até que chegou 4:30h da manhã. O Coelho acordou e disse: "Ow, acorda aí. Vamos seguir viagem?" Eu disse: "Uaaah, vamos!"
Seguimos em frente. Ainda estava escuro e tinha uma neblina violentíssima à nossa frente. Na realidade eu até pensei em fazer igual aqueles personagens dos desenhos da Corrida Maluca, saír do carro com uma motosserra e cortar a neblina pra chegarmos logo ao outro lado. Mas tinham dois problemas que me atrapalhariam bastante... Não éramos desenhos animados e eu também não tinha uma motosserra à mão. Fezes, fezes, fezes, mil vezes fezes!!!
Conseguimos sair daquela neblina durante um bom tempo, mas acho que ela saiu correndo e nos ultrapassou, pois alguns quilômetros a frente nós conseguimos entrar novamente naquela fumaça fria. O caminhão embaçou tanto que a gente estava se guiando apenas pelas faixas amarelas no chão. Infelizmente as faixas acabaram antes da neblina. Tivemos que ir ainda mais devagar (o que, em se tratando do Coelho, seria quase como voltar pra trás) e eu já tinha esperanças de passar o Natal aqui no Paraná. E olhe que estávamos no começo de Setembro.
O bom é que, como eu já havia dito em alguns momentos destes posts sobre a viagem, quando o caminhão está em movimento eu consigo dormir um pouco. Então parecia que cada piscada que eu dava nós estávamos mais perto da manhã clarinha. Acho que umas 5 piscadelas eu já tinha andado alguns quilômetros. Quando olhei no relógio
Seguimos o restante da viagem com muita conversa... Dele. E eu até queria ter algum assunto, pois sabia que não iria dormir mais. O problema é que realmente eu não sabia sobre o que falar. Ele, caminhoneiro. Eu, radialista. Assuntos que não davam liga. Mas tudo bem, pois resolvemos partir pro assunto família. Ele falou das filhas dele e eu falei da minha. Ele disse que comprou uma moto à vista pra uma das filhas, eu disse que a minha (moto) ainda tinha prestações pra pagar até
E como a primeira mudança era do Fabinho o que aconteceu? Tudo certo? Ele ainda não chegou mais deixou a chave com alguém? Sim! Ele deixou a chave com alguém. O probema é que o alguém com quem ele deixou a chave não estava no local combinado. Tivemos que esperar mais uma hora até ele chegar e encontrar o cara que estava com a chave dele pra podermos finalmente descer a mudança dele. Eu não movi um dedo, a não ser pra tirar minha antena parabólica que estava amarrada na carroceria do caminhão na parte traseira. Então ele desceu toda a mudança dele e nós seguimos viagem pra cá onde estou morando agora. (Seu Madruga mode:on) Não é aquela coisa que se diga que está bom, nossa que maravilha de bom, uuuh, nunca esteve tão bom (Seu Madruga mode:off), mas tá bom, tá bom, tá bom... Bom, bom não tá, mas tá bom, tá bom, tá bom.
Uma coisa boa que aconteceu desde que estou aqui é que eu aprendi a dirigir e minha mãe me deu um Corcel II (deu em regime de comodato, mas deu). Mas sobre isto eu comento num post lá no futuro. Obrigado a todos que me seguiram durante as 4 partes deste post. Pretendo não criar novas sagas, mas é que se eu tivesse escrito tudo que escrevi aqui num post só, muita gente não ia conseguir chegar nem na metade.
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