12/10/2010

What's up, Doc??

Tenho que ir ao médico. Não só porque eu estou com um olho vermelho como se eu tivesse utilizado algum tipo de narcótico violento (que eu nunca usei, mas posso supor que o olho fique tão vermelho quanto o meu) e posso ficar sem visão, o que atrapalharia meu trabalho já que preciso ler e escrever o que vou falar.

Tenho que ir ao médico. Não só porque minha garganta está com algum problema e isso pode atrapalhar demais as minhas cordas vocais e isso é algo que poderá acabar com meu trabalho, já que ganho a vida para falar.

Tenho que ir ao médico. E estou preocupado. Pra ir ao médico e preciso pedir para o chefe uma folga. Preciso dizer que estou com problemas. Preciso ficar um dia sem trabalhar pra não correr o risco de ficar o resto da vida sem trabalhar. Ou seja, terei que enfrentar o desafio de passar algum tempo na sala do homem pedindo algo para ele e isso realmente não é algo agradável.

Tenho que ir ao médico. E me lembro que da última vez que fui ao médico ele me receitou remédios que eu não tomei, exercícios que eu não fiz e dieta que obviamante eu não cumpri. Certamente ele irá olhar em minha cara e perguntar "por que eu já não coloco uma arma na cabeça e puxo o gatilho logo?" Tenho certeza que ele dirá isso. Pois eu consegui piorar o que parecia não poder piorar.

Quando fui estava com a pressão um pouco acima, o peso um pouco acima, os triglicéris um pouco altos, colesterol um pouco altos... E depois de ter ido a primeira vez, eu tenho quase certeza que dobrei todos os valores. Se fosse numa promoção em que eu precisasse pontuar para ganhar algum prêmio, eu já teria levado o primeiro lugar. Estou somando muitos pontos, com certeza.

Se eu sou o que eu como, hoje em dia eu sou uma vitamina de porcarias batidas num liquidificador de 15 velocidades. Sou tipo aqueles supervilões do desenho do Capitão Planeta (provavelmente você não conhece e nem precisa pesquisar, era chato demais). Tenho medo de começar a ser estudado por cientistas que querem descobrir qual o limite máximo de coisa errada alguém pode fazer para a própria saúde.

Desta semana não passa. Preciso ir ao médico. Preciso perder peso também. Preciso amarrar meus próprios braços e pernas para evitar todo tipo de porcaria comestível que existe. Mas isso também será um problema, já que se eu prender minhas pernas e braços, eu também não farei exercícios e nem tomarei os remédios... É, no fim das contas sempre tem um empecilho...

04/10/2010

O livro caindo n'alma...

Creio que faz um bom tempo que não sinto orgulho por outra pessoa (minha filha não conta, pois sinto orgulho de tudo que ela faz). Mas estou me sentindo como se fosse eu. Até porque sei que, dadas as proporções, é possível que um dia seja. Mas ele sempre sempre foi meu autor preferido, apesar de nunca ter publicado um livro físico. Mas agora ele fez. Ele está publicando um livro. Sim... Ele. Um cara que eu comecei a seguir os passos quando começou a fazer um blog. Inclusive começamos quase juntos, com poucos meses de diferença e agora ele fez o que eu e mais um monte de leitores pedíamos. Publicou um livro.

Rob Gordon.

Se você não o conhece... Clique no nome dele acima e vá para o blog dele. Lá você vai entender porque sou fã absurdamente incondicional desse cara. Ele escreve extremamente bem, é editor de revista, transforma o cotidiano em textos divertidíssimos e ainda teve a cara de pau de publicar o livro com o pseudônimo (hehe).

Não vou ficar escrevendo 302 ladainhas diferentes aqui (até porque se forem diferentes deixam de ser ladainhas), apenas vou dizer que assim como eu, você deve comprar o livro dele. O livro é com textos do blog Chronicles. É um blog de crônicas (ah... não diga!!). O livro é um livro de crônicas também (ah... não diga de novo!!)... Algumas que estão no blog e algumas que, como ele próprio citou, nunca estarão no blog, apenas na versão impressa.

Você pode comprar o livro "Anônimos e Urbanos" clicando no nome do livro.

Já li alguns textos no blog que me deixaram emocionado. É um jeito diferente de escrever aqui, um jeito diferente de contar uma história ali, é um jeito de te prender num texto longo até o final e eticéteras...

Claro que agora (além de comprar este) ficarei no aguardo do outro livro. O livro do Champ. Mas são livros que já tem lugar reservado na minha bagunç... Ops, estante.